Massacre no Pinheirinho: a covardia de um governador

Por coincidência, estamos em São José dos Campos/SP, neste triste domingo em que a Polícia Militar de São Paulo faz cumprir à força um mandado de reintegração de posse, emitido pela justiça estadual, em área de ocupação conhecida como o Pinheirinho. O governador Geraldo Alckmin agiu de forma desonesta, prometendo aos moradores um prazo de mais 15 dias de negociação, promessa essa transmitida pelo senador paulista Eduardo Suplicy, ontem, 21 de janeiro de 2012. Alckmin traiu Suplicy que entregou a cabeça do Pinheirinho de bandeja à polícia oligárquica. Uma desmoralização!

Hoje, 22 de janeiro de 2012, às 6h da manhã, quando todos acreditavam nas promessas do governador e confirmadas pelo senador, a tropa de choque da Polícia Militar começou a operação de desocupação que, segundo informações não confirmadas, já causou a morte de sete pessoas (seis moradores e um policial). Uma tragédia! Ainda mais levando-se em consideração que há uma decisão da Justiça Federal de hoje que determina a suspensão imediata da reintegração de posse do Pinheirinho, assinada pelo juiz Samuel de Castro Barbosa Melo. As autoridades competentes têm que prender Alckmin imediatamente por homicídio, desobediência à ordem judicial e irresponsabilidade!

Nós tentamos chegar ao Pinheirinho, mas o aparato policial não permite a aproximação de ninguém. Conseguimos apenas tirar algumas fotos. As imagens abaixo são de autoria de Carolina Padilha Fedatto.

Aparato policial impede a aproximação ao Pinheirinho, em São José dos Campos/SP.

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