Entrevista de juíza complica Alckmin e Cury

Em entrevista a’O Vale de São José dos Campos/SP, a juíza Márcia Faria Mathey Loureiro da 6a. Vara Cível daquela cidade, tentando defender os métodos utilizados pela Polícia Militar quando do cumprimento do mandado de reintegração de posse do Pinheirinho, deu algumas informações que complicam ainda mais a situação política do governador Geraldo Alckmin e do prefeito Eduardo Cury.

Nos seis minutos do vídeo, ela afirma que a Polícia Militar se planejou durante mais de quatro meses para desocupar o bairro. Então, toda a negociação, todas as discussões organizadas pelo poder público com os representantes do moradores da ocupação tinha o propósito tão somente de dar tempo para que o governo paulista organizasse a gigantesca operação policial. Tanto a prefeitura quanto o governo estadual levaram em banho-maria as conversações sem levar a bom termo, mas demonstrando interesse em resolver tudo por conciliação.

Houve uma tentativa frustrada da polícia estadual na terça-feira, 17 de janeiro de 2012, de desocupar a área. Embora nunca mencionada, a resistência à operação do dia 17 não foi suficiente para que o poder público mudasse de planos. Muito pelo contrário, tornou-se questão de honra para Alckmin repelir qualquer óbice ao cumprimento do mandado de reintegração de posse da juíza Márcia, conforme o texto do despacho do presidente do TJSP de 21 de janeiro, o desembargador Ivan Sartori. Foi por honra que a Polícia Militar agiu no dia seguinte. Ela “agiu com competência e honra”, diria a juíza na entrevista.

Ela admite que houve agressão a ex-moradores do Pinheirinho no centro de triagem do Estado para onde foram levados depois de esvaziado o Pinheirinho. Com essa confissão, a juíza involuntariamente reforça a informação de que houve agressão a civis dentro do Pinheirinho, pois é inimaginável que alguém que é expulso de sua moradia só vá apanhar quando chega ao abrigo de refugiados. Para quem ainda não estiver convencido disso e achar que é plenamente possível que os milhares de moradores do Pinheirinho tenham saído em ordem, só se rebelando quando viram as condições do abrigo, a juíza mais de uma vez se diz aliviada por não ter havido nenhuma baixa – mesmo que haja testemunhos* de sete mortos -, mas hora nenhuma ela nega as agressões.

Por fim, ela admite que em São José dos Campos há um déficit habitacional não atendido pela prefeitura, que, fora a omissão, teria protocolado em conexão com o processo de reintegração de posse do Pinheirinho por parte da empresa falida de Naji Nahas uma ação demolitória com o mesmo objeto. Isso significa que, mais que o próprio Naji Nahas que só pensa no dinheiro, o governo municipal e estadual queriam se livrar radicalmente da presença daquele grupo de pessoas, o que configura crime contra a humanidade, segundo o estatuto da Corte Penal Internacional.

Agora é ver a entrevista da juíza abaixo e conferir se as informações acima procedem.

*Para os testemunhos, veja http://www.youtube.com/watch?v=EtzdQhjjQDE&feature=player_embedded, depois leia https://arespublica.wordpress.com/2012/01/26/o-apartheid-social-de-sao-paulo/.

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5 Responses to “Entrevista de juíza complica Alckmin e Cury”

  1. Esse discurso hipócrita da “juíza” (está mais pra despachante do Naji Nahas) Márcia Loureiro só confirma o que eu disse a respeito do novo slogan tucano: “desabriga, mas não mata!” (http://kimparanoid.wordpress.com/2012/01/24/desabriga-mas-nao-mata/)

  2. Onde estão os mortos? Foram abduzidos?
    E as testemunhas? Poderiam localizá-las, já que os mortos tão difíceis de aparecer!
    Sete mortos e com “testemunhos”?
    Pergunta que não quer calar: testemunho de quem?

  3. É simples e pavoroso, mas é uma grande verdade: Não se pode enganar todo o povo por todo o tempo e estes NAZISTAS num futuro nem tão distante vai lembrar disto e vão perguntar a Deus a quem eles fizeram sua imagem e semelhança O QUE FOI QUE EU FIZ e a resposta real virá em alto e bom som ARREDA-TE DE MIM SATANÁS! – e AINDA VAI A TELEVISÃO FALAR EM NOME DO DEUS JUSTO AMOROSO E BOM… As portas largas estão a tua espera para assim começares teu caminho de penúria ainda aqui na terra FARISEU.

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