Para salvar a Terra, deixemos de consumir

O ano de 2011 foi muito difícil para o planeta Terra. O número de catástrofes ambientais tem aumentado num ritmo jamais visto. Tudo devido ao aquecimento global decorrente do agravamento do efeito estufa pela emissão de gás carbônico pela queima de combustível fóssil.

A temperatura média global em 2001 foi de 14,52ºC, considerado pelos meteorologistas o nono ano mais quente desde 1879, quando se iniciaram as medições. A partir dos anos 1970, cada década foi mais quente que a anterior. Além disso, nove dos dez anos mais quentes da história estão no século XXI, que se encontra ainda no seu 12o ano apenas.

Hoje a Terra está quase 0,8ºC mais quente do que na década de 1910. Trata-se apenas de uma média, que maquia os dramas que cada ecossistema tem enfrentado. O desequilíbrio climático necessariamente afeta a vida dos seres vivos de uma determinada região que terão de se adaptar ao excesso de pluviosidade, de seca, de frio ou de calor.

Sobre as chuvas, 2011 foi o segundo ano com as maiores precipitações em terra firme, ocasionadas pelo derretimento do gelo das calotas polares e o aumento da temperatura atmosférica. O excesso de chuva também pode ser prejudicial para os solos e para a biodiversidade. Isso sem mencionar o fato de que o aumento de pluviosidade se dá de maneira oscilatória, chovendo em poucas horas o que se esperava para um período relativamente longo. Como o terreno não consegue absorver o excesso de chuva em tempo hábil, ocorrem inevitavelmente as erosões, as inundações e os deslizamentos de terra, que tanto mal causam ao setor agrícola e ao cotidiano urbano, especialmente em países subdesenvolvidos carentes em infra-estrutura.

No ano passado, a temporada de furacões produziu no oceano Atlântico nada menos que 19 tempestades nomeadas. Só o furacão Irene causou um prejuízo econômico de 7,3 bilhões de dólares nos Estados Unidos, país que viu 60% do seu território viver o ano extremamente seco ou úmido. Isso sem falar da cidade de Wichita Falls (Texas), que passou simplesmente 100 dias do ano com a temperatura máxima ultrapassando a casa dos 38ºC!

Em agosto de 2011, o Kuwait registrou a temperatura mais alta do ano: 53,3ºC à sombra, considerado o recorde histórico planetário. Mais assustador do que isso é saber que em Omã, em junho de 2011, a temperatura mínima num dia foi de 41,7ºC. Como é possível haver vida em abundância num ambiente marciano como esses?

O calor também é perceptível nos pólos, o que acarreta o derretimento do gelo, o aumento da umidade atmosférica e a elevação do nível dos oceanos. Na cidade estadunidense de Barrow (Alasca), em 2011 houve 86 dias seguidos de temperatura atmosférica acima daquela de derretimento do gelo, batendo o recorde de 68 dias do ano de 2009. No pólo norte, os cientistas preveem um verão sem gelo no mais tardar em 20 anos. Caso todo o gelo se derreta pelo aquecimento global, o nível do mar deverá aumentar em sete metros. Problemas à vista para o pernambucanos e cariocas, já que Recife e Rio de Janeiro estão respectivamente a quatro e dois metros acima do nível do mar “nomal”.

Em tempos de aquecimento global em que os órgãos ambientais dos Estados discutem em vão algumas medidas de urgência que impeçam o aumento da temperatura média global além de 2ºC em comparação com os níveis do século XIX, coisa difícil de se conseguir tendo em vista não só a ausência de redução das emissões atuais de dióxido de carbono como a existência de sua elevação; é curioso relembrar o mês de fevereiro de 1956, considerado o mês mais frio do século XX na Europa.

Entre 31 de janeiro de 28 de fevereiro de 1956, uma onda de frio e de neve alcançou a Europa empurrada por um anticiclone glacial situado acima da Finlândia e do noroeste russo. Na época os termômetros chegaram a marcar -24,8ºC  em Nancy, na França. Em Paris, a média das temperaturas em fevereiro de 1956 foi de -4,2ºC, a mesma que se verifica normalmente em Oslo, Noruega, país localizado na Escandinávia. Um jogo de hóquei chegou a ser realizado no lago do Bois de Boulogne.

Mas o frio intenso também causa graves problemas ambientais. Primeiro a vida selvagem sofre bastante para se recuperar na primavera seguinte. O setor agrícola também sofre com o congelamento do solo. Em seguida, o homem tem necessidade de mais energia para suas atividades cotidianas. Assim, há um considerável aumento indireto do consumo de combustíveis, que acaba por emitir ainda mais gás carbônico para a atmosfera. Deve-se assim buscar alternativas no setor industrial para os dilemas ambientais contemporâneos, ao invés de colocar todo o ônus sobre o cidadão que deseja apenas se manter aquecido. A sociedade deve fazer sua parte e diminuir a demanda para que seja economicamente possível a redução da atividade industrial em todo o mundo. Só assim se pode imaginar uma conjuntura mínima em que a diminuição das emissões de gases poluentes sejam realizáveis num curto prazo. Por isso clamamos: Abaixo o consumo de produtos industrializados já!

Os vídeos abaixo mostram, na sequência, um gráfico do aumento da temperatura global nos últimos 130 anos e documentários curtos sobre o grande frio de 1956 na França.

le-froid-dans-la-region.fr.html

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